sábado, 17 de fevereiro de 2007

Crime é crime.


Caveirinha estranha os bonzinhos da Zona Sul que teimam em afirmar que quem mora em favela não é criminoso. Quem invade uma área de encosta, com declividade superior a 45 graus, ou área ocupada por mata ciliar e as devasta para construir é, sim, criminoso. Está violando uma lei federal, o Código Florestal, de 1965. E está se apropriando de terreno público, violando o direito de todo cidadão de ir e vir, sem nenhum retorno para a coletividade. É mais ou menos o que fazem os grileiros. Aliás, muitas favelas hoje obedecem ao princípio da grilagem. O sujeito ocupa, constrói barracos e os aluga ou vende. Estão aí as milícias, sobretudo a de Rio da Pedras, cuja origem foi esta, para comprovar. Então são todos criminosos, sim, à luz da lei.

Aliás, quem perder tempo observando as prisões de punguistas que ocorrem nos verões do Rio perceberão que são sempre moradores de favela com empregos ou sem passagem pela polícia, que aproveitam a estação cheia de turistas para fazer um ganho. Depois, correm para a favela, onde a polícia não incomoda ninguém.

Caveirinha não é estranho a este ambiente. Conhece e já conviveu inclusive com parentes que moraram anos em favelas, por comodismo: não precisar pagar nada, ter tudo de graça, ter gato etc. Não há miséria em favela, só oportunismo. O IBGE que o diga. Pelo menos, até o governo Mula intereferir nos dados que o instituto apura. A maioria ali tem padrão de vida de classe média. Só a imprensa zona sul ainda romantiza o que é pura bandalha.

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