quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Agências reguladas
Chamou atenção a maneira como as "novas agências reguladoras" do governo Mula estão regulando o mercado. Na divulgação dos resultados da Petrobras, este mês, o diretor financeiro da companhia admitiu que não foi possível alcançar a propalada "auto-suficiência" em petróleo. Já a ANP garantiu, em comunicado, que o Brasil é, sim, auto-suficiente. Como se um diretor da Petrobras conhecesse menos a empresa do que a ANP. Perguntado pelos jornalistas, o diretor saiu-se com "se a ANP disse, então ela tem razão. Nossos cálculos estavam baseados em projeções do ano passado" etc. Quer dizer que todo aquele teatro do Mula sujando a mãozinha (estrategicamente, em termos de marketing, a mão em que falta um dedo) de óleo foi uma grande mentira eleitoreira? E a nova atribuição da ANP, controlada pela Dilma, é a de regular a informação? O Brasil está chocando o ovo da serpente. Caveirinha sabe disso, seu crânio já foi usado como "ninho" por uma jararaca.
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Museu de grandes novidades
Corte de três zeros da moeda? Congelamento de preços em supermercados e frigoríficos? Caveirinha acha que o mundo não mudou desde que morreu. O governo de Hugo Chávez, que a esquerda brasileira aplaude como grande novidade, é o governo Sarney reeditado. A morte é doce.
Crime é crime.

Caveirinha estranha os bonzinhos da Zona Sul que teimam em afirmar que quem mora em favela não é criminoso. Quem invade uma área de encosta, com declividade superior a 45 graus, ou área ocupada por mata ciliar e as devasta para construir é, sim, criminoso. Está violando uma lei federal, o Código Florestal, de 1965. E está se apropriando de terreno público, violando o direito de todo cidadão de ir e vir, sem nenhum retorno para a coletividade. É mais ou menos o que fazem os grileiros. Aliás, muitas favelas hoje obedecem ao princípio da grilagem. O sujeito ocupa, constrói barracos e os aluga ou vende. Estão aí as milícias, sobretudo a de Rio da Pedras, cuja origem foi esta, para comprovar. Então são todos criminosos, sim, à luz da lei.
Aliás, quem perder tempo observando as prisões de punguistas que ocorrem nos verões do Rio perceberão que são sempre moradores de favela com empregos ou sem passagem pela polícia, que aproveitam a estação cheia de turistas para fazer um ganho. Depois, correm para a favela, onde a polícia não incomoda ninguém.
Caveirinha não é estranho a este ambiente. Conhece e já conviveu inclusive com parentes que moraram anos em favelas, por comodismo: não precisar pagar nada, ter tudo de graça, ter gato etc. Não há miséria em favela, só oportunismo. O IBGE que o diga. Pelo menos, até o governo Mula intereferir nos dados que o instituto apura. A maioria ali tem padrão de vida de classe média. Só a imprensa zona sul ainda romantiza o que é pura bandalha.
Caveirinha quer virar petróleo
Caveirinha leu com seus olhos que a terra já comeu, e não acreditou. Analistas afirmaram que o acordo que fez com que o contribuinte brasileiro passe a pagar mais caro pelo gás boliviano foi considerado "uma vitória", e uma demonstração de que a Petrobras "tem dono". Tem, sim: Evo Morales.
Claro que seria impossível simplesmente dizer não, o preço subiria de qualquer jeito - em uma negociação, os dois lados cedem um pouco. O problema é como o abuso é tratado desde o início, com ocupação de refinarias por militares e atos teatrais do tipo, sendo aplaudidos pela "inteligentsia" e por integrantes do próprio "governo" do presidente Mula, como um ato de justiça. Não há justiça. A Bolívia nunca teve infra-estrutura para exploração e produção de petróleo, toda a tecnologia foi instalada pelo Brasil, com dinheiro do contribuinte. O Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) é obra da Petrobras, que deu à Bolívia uma infra-estrutura e um mercado consumidor para o gás que, de outra forma, seria apenas uma riqueza potencial. Tudo financiado pela viúva, ou seja, pelos brasileiros que pagam imposto para a Petrobras dar dinheiro aos "hermanos" e patrocinar o Framengo. Em contrapartida, a estatal brasileira teria acesso ao gás com preços subsidiados.
Mesmo assim, o contrato incluía a armadilha do "take-or-pay", ou seja: o Brasil tem de pagar pela capacidade máxima de transporte de gás do Gasbol, de 30 milhões de metros cúbicos por dia, embora nunca tenha usado nem 25 milhões de metros cúbicos por dia. Isso é desvantajoso para a Bolívia, que sentava em cima do seu gás desde sempre? Parece piada do Zacarias.
Caveirinha ri. Mas Caveirinha sempre sorri seu sorriso descarnado. Caveirinha é um pândego. Caveirinha ri dos vivos, que continuarão pagando. Morto não paga. Além do mais, em breve, Caveirinha vai virar petróleo, ou gás natural. E vai valer mais do que jamais valeu vivo.
Claro que seria impossível simplesmente dizer não, o preço subiria de qualquer jeito - em uma negociação, os dois lados cedem um pouco. O problema é como o abuso é tratado desde o início, com ocupação de refinarias por militares e atos teatrais do tipo, sendo aplaudidos pela "inteligentsia" e por integrantes do próprio "governo" do presidente Mula, como um ato de justiça. Não há justiça. A Bolívia nunca teve infra-estrutura para exploração e produção de petróleo, toda a tecnologia foi instalada pelo Brasil, com dinheiro do contribuinte. O Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) é obra da Petrobras, que deu à Bolívia uma infra-estrutura e um mercado consumidor para o gás que, de outra forma, seria apenas uma riqueza potencial. Tudo financiado pela viúva, ou seja, pelos brasileiros que pagam imposto para a Petrobras dar dinheiro aos "hermanos" e patrocinar o Framengo. Em contrapartida, a estatal brasileira teria acesso ao gás com preços subsidiados.
Mesmo assim, o contrato incluía a armadilha do "take-or-pay", ou seja: o Brasil tem de pagar pela capacidade máxima de transporte de gás do Gasbol, de 30 milhões de metros cúbicos por dia, embora nunca tenha usado nem 25 milhões de metros cúbicos por dia. Isso é desvantajoso para a Bolívia, que sentava em cima do seu gás desde sempre? Parece piada do Zacarias.
Caveirinha ri. Mas Caveirinha sempre sorri seu sorriso descarnado. Caveirinha é um pândego. Caveirinha ri dos vivos, que continuarão pagando. Morto não paga. Além do mais, em breve, Caveirinha vai virar petróleo, ou gás natural. E vai valer mais do que jamais valeu vivo.
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