sexta-feira, 9 de março de 2007

'Flaprença'

É comovente a preferência da mídia pelo Framengo, e a tendência que tem de distorcer os fatos em favor de seu clube favorito. "Repórteres" e "comentaristas" insistiram em dizer que foi "surpreendente" o fato de a torcida ter lotado o Maracanã no jogo final, porque o time havia perdido o anterior para o Madureira.
- Em primeiro lugar, perdeu para um time pequeno por um placar mínimo (1 a 0), facilmente reversível.
-Em segundo lugar, toda torcida lota estádio em jogo final de campeonato.
- Em terceiro lugar, ter perdido o primeiro jogo por placar mínimo para time pequeno nunca impediu torcida nenhum de lotar estádio. Em 2005, após perder o primeiro jogo apara o Volta Redonda, a torcida do Fluminense lotou o Maracanã no segundo jogo, quando o time foi campeão. Será que a "imprença isportiva" esqueceu isso?

Governo "popular"

Extraído de editorial do jornal Folha de São Paulo:

"Governo em conserva
Freio no rendimento da poupança é medida pífia, que atende aos bancos; pequeno poupador continua discriminado
Com remuneração de 6% ao ano mais a variação da TR (apurada a partir do rendimento dos CDBs), isenção de Imposto de Renda e garantia do governo, a poupança já é vantajosa em relação a alguns fundos do mercado. Aos bancos não interessa manter atrativa a poupança -fator que ajudou o saldo das aplicações, hoje em R$ 190 bilhões, a aumentar R$ 6,5 bilhões apenas em 2006. De cada R$ 100 em depósitos nas cadernetas, as instituições são obrigadas a destinar R$ 65 para o crédito imobiliário, nas regras do Sistema Financeiro da Habitação. Trata-se de uma restrição que impede os bancos de aumentarem ainda mais seus lucros multibilionários."]

É esse o governo popular? Só se for popular entre os banqueiros.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Queimada!


No Brasil, é claro, não se fala disso - apenas da visita de George Bush -, mas o assunto já preocupa ambientalistas 'nativos' e estrangeiros. O avanço da cana-de-açúcar e outras culturas, para a produção de etanol e biodiesel, promete ser o novo motor da devastação ambiental. Além deste problema, o agronegócio medieval, que é a cana-de-açúcar, vem acompanhada, inevitavelmente, de um tipo de trabalho que, quando não é escravo, é extremamente degradante.

O pesquisador José Maria Ferraz, da área de Certificação de Usinas de Cana-de-Açúcar da Embrapa, alerta para os riscos de o aumento do plantio de cana para produção de etanol ocupar território hoje utilizado pela pecuária e pela soja, "empurrando" estas culturas para novas áreas e aumentando os índices de desmatamento. Ferraz acredito que "é praticamente certo" que isto acontecerá e o desmatamento vai aumentar no Cerrado, sobretudo em Minas Gerais, e na região do "arco do desmatamento", do Pará ao norte do Mato Grosso.

Segundo ele, a Embrapa auxiliou o Instituto de Manejo e Certificação Florestal (Imaflora) a elaborar protocolo para certificação de usinas de álcool, com base em normas internacionais, estabelecidas pela Rain Forest Alliance. As normas foram elaboradas em 1999, mas apenas uma usina, ainda em fase de plantio, em Angélica (MT), está em vias de certificação, de acordo com a coordenadora do programa de certificação agrícola, Marina Piatto. Segundo ela, as maiores dificuldades são o desrespeito às leis trabalhistas (trabalho em condições que contrariam as normas da OIT, sem banheiro, alojamentos, alimentação, remuneração etc adequadas) e ambientais (com desrespeito absoluto ao Código Florestal e desmatamento quase absoluto de Áreas de Proteção Permanente, além do uso intensivo de 'agroquímicos'), sobretudo devido à queimada da palha da cana. O pesquisador lembra que a produção demanda, além de grande extensão territorial, muita água. "Em 2005, a China importou 18 bilhões de toneladas de soja, que exigiram 65 km cúbicos de água. A cana consome ainda mais água", afirma.

Ferraz alerta, no entanto, que há usinas modernas, e cita como exemplo a Usina São Francisco, em Sertãozinho (SP), de 25 mil hectares, com uma produção diária de quase 100 mil litros de etanol, além de açúcar orgânico. "A usina reflorestou áreas degradadas, e hoje 25 espécies de mamíferios que haviam desaparecido da região já podem ser encontrados ali", garante.

No entanto, a regra no país ainda é a colheita manual, precedida de queimada para destruir a palha da cana e facilitar seu corte.

A professora de Sociologia da Unesp, Maria Aparecida de Morais Silva (que trabalha há mais de 20 anos com bóias-frias), afirma que entre 2004 e 2006, 17 trabalhadores morreram em São Paulo, supostamente por exaustão, em lavouras de cana. Segundo Maria, cada trabalhador hoje corta cerca de 12 toneladas de cana por dia, para garantir uma remuneração de pouco mais de um salário mínimo - o piso na última safra foi de R$ 410. Em 1988, a média variava entre 5 a 8 toneladas diárias por trabalhador, por remuneração de 2,5 salários mínimos. Por conta disto, muitos apresentam câncer de pele, problemas graves de coluna e respiratórios (devido à fuligem da queima da palha, que fica acumulada na cana, e é respirada pelos trabalhadores durante o corte), o que limita a 15 anos o tempo de trabalho, ou a "vida útil", dos bóias-frias. "O trabalhador ganha por produtividade, não por tempo de trabalho. Por isto, a maioria se sacrifica", denuncia.

Em 1995, os professores Wagner Vilegas, Mary Rosa Marchi e Rosa Maria Bosso realizaram pesquisa a partir da urina dos bóias-frias, e constataram a presença no organismo dos trabalhadores rurais de mais de 30 substâncias potencialmente cancerígenas provenientes da queima da palha de cana, sendo que 16 destas substâncias foram identificadas com tendo alto potencial cancerígeno. Entre as substâncias estava o benzopireno. A Unesp também constatou que o volume de material particulado (fumaça) nos céus de algumas cidades do interior paulista, durante o período de colheita, é superior até ao volume encontrado na atmosfera da capital São Paulo, devido ás queimadas.

Segundo a Unica (União da AgroIndústria Canavieira de SP), até 40% da área total colhida na última safra, de 6 milhões de hectares, já era mecanizada. A produção de álcool no país foi de 17,5 bilhões de litros, sendo 15,9 bilhões apenas na região Centro-Sul. A produção de cana no Centro-Sul foi de 372 milhões de toneladas.

Marina acredita que a entrada cada vez maior de capital estrangeiro na produção nacional, sobretudo de europeus, que pretendem baixar os níveis de emissão de CO2, pode forçar os produtores nacionais a adotar uma postura sócio-ambientalmente correta. Já Ferraz, aposta no contrário. Para ele, a pressa para substituir os combustíveis fósseis poderá acarretar uma corrida desenfreada por uma produção cada vez maior, às custas do respeito às leis. "Seria preciso um investimento forte em certificação e fiscalização para que a produção crescesse com respeito às leis, mas não vejo nenhum movimento do governo nesta direção", critica. Todos são unânimes em afirmar que o cultivo da cana ainda é praticado "como há 500 anos" na maioria das usinas. Segundo Marina, um setor do agronegócio que está á frente dos demais é o da cafeicultura, mas o resto, ainda engatinha no Brasil.

domingo, 4 de março de 2007

O pescador tem dois neurônios

Pescadores de Angra dos Reis e Paraty vão recorrer à Justiça contra a proibição da pesca no período do defeso. Ou seja, os imbecis vão atirar no próprio pé. Sinal da pouca inteligência dos brasileiros e dos tempos que vivemos, em que os crimes mais escancarados são legitimados pelo "governo" e até por setores da imprensa e do Judiciário ( desse aí é que não dá para esperar nada, mesmo), desde que a justificativa seja o benefício de "populações tradicionais". Em primeiro lugar, população tradicional não existe. A não ser em museu. Ou ainda há em algum lugar alguma população fazendo sacrifício humano e caçando com lança e arco-e-flecha? Em segundo lugar, que benefício tem uma medida que, no final das contas, vai extinguir o meio de vida destes paspalhos? Pescar no defeso vai acelerar o processo já adiantado de extinção maciça de espécies no litoral brasileiro. Dá medo aguardar a decisão da Justiça.

Pisou na bola

A coluna de Elio Gaspari no jornal O Globo de hoje demonstra a arrogância e a desinformação do jornalista quando o assunto é meio ambiente. Em seu estilinho jocoso e pedante, tenta critica frase de Al Gore, que disse que "a Amazônia pertence à humanidade", não em termos de propriedade da terra, mas de responsabilidade sobre a região e sua importância, como patrimônio do planeta. O amigo dos generais da ditadura usa de seu sarcasmozinho para argumengar que seria "melhor Al Gore dizer que o Central Park é de todos".
Gaspari não sabe de nada.
- A Amazônia é a maior extensão razoavelmente conservada de floresta tropical nativa, enquanto o Central Park é um grande jardim, um parque cultivado, planejado pelo paisagista americano Frederick Law Olmsted. Embora seja fundamental sob os pontos de vista paisagístico, turístico, de lazer, de controle da poluição e regulação do clima, não tem um quinto da importância da Amazônia, que além de tudo já citado, possui uma megabiodiversidade e é reponsável por regular todo o regime de chuvas de metade do continente.
- O Central Park não está ameaçado por um governo Mula estúpido que quer loteá-lo entre garimpeiros, latifundiários da soja, "sem-terra", madeireiros, usineiros e favelados em geral.
Quando o gordinho Elio Gaspari descer do colo dos generais e chegar ao século XXI, abandonando suas noções de política e economia paralisadas no século anterior, talvez compreenda isto. Sua opinião é parecida com a de gente como Mula, que acredita ser mais importante "cuidar das pessoas do que do meio ambiente", como se fosse possível separar as duas coisas. Acreditar nisto é como afirmar que as pessoas não precisam respirar oxigênio, não precisam beber água ou se alimentar.

sábado, 3 de março de 2007

Serginho propinoduto

Já começou o populismo. Ao invés de retirar o cidadão que construiu uma casa de lixo em meio aos manguezais da Baía de Guanabara, o secretário estadual de meio ambiente já fala em alojá-lo na Maré, ou seja, aumentar em mais um barraco a favela, que já é gigantesca. Então este é o governo moderno do cara que era o chefe do propinoduto na Alerj e agora quer ser presidente?

Estranhas relações na polícia


Há uma semana, no domingo, o Globo publicou na página 3 reportagem sobre recrutamento de brasileiros para trabalho de "mercenário" no exterior, sobretudo no Iraque, em que cita o italiano Giovanni Spinelli. O caso de Spinelli vai muito além do simples recrutamento de brasileiros. Começou a ser revelado pela revista Carta Capital, foi suitado pelo jornal O Dia e depois foi esquecido.
Spinelli trabalhou no Iraque até 2004 para empresas do tipo "private military companies", que recrutam seguranças e soldados para atuar em áreas de conflito. Recrutou três italianos, um dos quais, Fabrizio Quattrocchi, foi decapitado por rebeldes iraquianos diante de uma câmera de TV. Ao regressar à Itália, foi condenado, porque as leis do país proíbem que se recrute cidadãos para servir a um país estrangeiro (no caso, os EUA). Veio para o Brasil no ano seguinte, onde ministrou cursos anti-terrorismo à polícia do Rio. No entanto, ele havia sido preso com armamento de uso das Forças Armadas por policiais civis que investigavam denúncia de "gato" no escritório da empresa que abriria no país, a First Line, em sociedade com dois outros italianos, na rua do Ouvidor, Centro do Rio. Mesmo assim, foi contratado para ministrar cursos, preparando a polícia para fazer a segurança do Pan 2007. Ainda em 2005, treinou 30 militares da reserva no campo de Gericinó, de propriedade do Exército, utilizando armamento da instituição, segundo afirmou a jornalista Cláudia Morais, atualmente editora do jornal O Povo do Rio e ex-assessora de imprensa da First Line. Ela participou dos treinamentos e alegou que tinha a esperança de realizar o sonho de cobrir uma guerra. Segundo Cláudia, ela cobriria a atuação da empresa para uma revista européia especializada. A jornalista afirma que a autorização para uso das instalações e equipamentos militares foi dada pelo comandante da unidade, tenente-coronel Roberto Criscuoli, que está sendo investigado em Inquérito Policial Militar (IPM). Além dele, um general também está na berlinda. Ele chegou a assistir a alguns treinamentos, onde Spinelli oferecia cerca de R$ 6,4mil para cada soldado recrutado.
A cobertura dos jornais parou por aí. O Dia ainda divulgou que, durante o treinamento dado às forças policiais do Rio, Spinelli danificou pelo menos duas viaturas e seis fuzis.
No entanto, documentos referentes a investigações conduzidas pelo próprio Exército mostram que o italiano declarou endereço falso nos registros referentes à First Line. Embora a empresa funcionasse na rua do Ouvidor, o endereço registrado no dia 15 de fevereiro de 2005, no cartório Rodolpho Quaresma (3º ofício de notas), em Japeri, foi Avenida Leni Ferreira 230, Centro de Japeri, era avenida Leni Ferreira 230, Centro, Japeri. Lá, funciona uma loja de bicicletas sem nome. A contadora da First Line, a quem interessar possa, era Sônia C. de Assis de Souza. A empresa foi registrada na Junta Comercial do Rio (Jucerja) sob o número 33.2.0757553-1. O capital social declarado era de R$ 300 mil, sendo R$ 198 mil de Spinelli, R$ 99 mil de seu sócio, também italiano, Cristiano Meli e R$ 3 mil de um sócio brasileiro, provavelmente um laranja, chamado Sergio Correa da Silva, que declarou endereço falso - o de uma prima, moradora da rua MInistro Pinto da Luz 1008, fundos, em Lucas. Ela disse aos investigadores que o primo havia se mudado para Jacarepaguá há cerca de 10 anos.
Outro problema foi o mal-estar provocado pela contratação de Spinelli para ministrar cursos anti-terrorismo. O então delegado titular da Core, Marcos Reimão, ficou "mordido" por acreditar que a atribuição seria da Core, e questionou a contratação. Reimão levantou dados, inclusive relativos à investigação conduzida pelo Exército, preparou relatório sobre o italiano e o enviou ao então chefe de Polícia Civil, Ricardo Hallak. O mesmo afirma ter "lavado as mãos" e encaminhado o ofício ao então secretário de segurança, Roberto Precioso, que acabou decidindo pela contratação do ragazzo, mesmo sabendo de sua condenação pela Justiça italiana, sua prisão pela polícia brasileira e da investigação do Exército. O coordenador do curso foi Rodrigo Oliveira, atual comandante da Core e ex-delegado da 16ªDP (Barra da Tijuca), que não fala do assunto.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Agências reguladas

Chamou atenção a maneira como as "novas agências reguladoras" do governo Mula estão regulando o mercado. Na divulgação dos resultados da Petrobras, este mês, o diretor financeiro da companhia admitiu que não foi possível alcançar a propalada "auto-suficiência" em petróleo. Já a ANP garantiu, em comunicado, que o Brasil é, sim, auto-suficiente. Como se um diretor da Petrobras conhecesse menos a empresa do que a ANP. Perguntado pelos jornalistas, o diretor saiu-se com "se a ANP disse, então ela tem razão. Nossos cálculos estavam baseados em projeções do ano passado" etc. Quer dizer que todo aquele teatro do Mula sujando a mãozinha (estrategicamente, em termos de marketing, a mão em que falta um dedo) de óleo foi uma grande mentira eleitoreira? E a nova atribuição da ANP, controlada pela Dilma, é a de regular a informação? O Brasil está chocando o ovo da serpente. Caveirinha sabe disso, seu crânio já foi usado como "ninho" por uma jararaca.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Museu de grandes novidades

Corte de três zeros da moeda? Congelamento de preços em supermercados e frigoríficos? Caveirinha acha que o mundo não mudou desde que morreu. O governo de Hugo Chávez, que a esquerda brasileira aplaude como grande novidade, é o governo Sarney reeditado. A morte é doce.

Crime é crime.


Caveirinha estranha os bonzinhos da Zona Sul que teimam em afirmar que quem mora em favela não é criminoso. Quem invade uma área de encosta, com declividade superior a 45 graus, ou área ocupada por mata ciliar e as devasta para construir é, sim, criminoso. Está violando uma lei federal, o Código Florestal, de 1965. E está se apropriando de terreno público, violando o direito de todo cidadão de ir e vir, sem nenhum retorno para a coletividade. É mais ou menos o que fazem os grileiros. Aliás, muitas favelas hoje obedecem ao princípio da grilagem. O sujeito ocupa, constrói barracos e os aluga ou vende. Estão aí as milícias, sobretudo a de Rio da Pedras, cuja origem foi esta, para comprovar. Então são todos criminosos, sim, à luz da lei.

Aliás, quem perder tempo observando as prisões de punguistas que ocorrem nos verões do Rio perceberão que são sempre moradores de favela com empregos ou sem passagem pela polícia, que aproveitam a estação cheia de turistas para fazer um ganho. Depois, correm para a favela, onde a polícia não incomoda ninguém.

Caveirinha não é estranho a este ambiente. Conhece e já conviveu inclusive com parentes que moraram anos em favelas, por comodismo: não precisar pagar nada, ter tudo de graça, ter gato etc. Não há miséria em favela, só oportunismo. O IBGE que o diga. Pelo menos, até o governo Mula intereferir nos dados que o instituto apura. A maioria ali tem padrão de vida de classe média. Só a imprensa zona sul ainda romantiza o que é pura bandalha.

Caveirinha quer virar petróleo

Caveirinha leu com seus olhos que a terra já comeu, e não acreditou. Analistas afirmaram que o acordo que fez com que o contribuinte brasileiro passe a pagar mais caro pelo gás boliviano foi considerado "uma vitória", e uma demonstração de que a Petrobras "tem dono". Tem, sim: Evo Morales.
Claro que seria impossível simplesmente dizer não, o preço subiria de qualquer jeito - em uma negociação, os dois lados cedem um pouco. O problema é como o abuso é tratado desde o início, com ocupação de refinarias por militares e atos teatrais do tipo, sendo aplaudidos pela "inteligentsia" e por integrantes do próprio "governo" do presidente Mula, como um ato de justiça. Não há justiça. A Bolívia nunca teve infra-estrutura para exploração e produção de petróleo, toda a tecnologia foi instalada pelo Brasil, com dinheiro do contribuinte. O Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) é obra da Petrobras, que deu à Bolívia uma infra-estrutura e um mercado consumidor para o gás que, de outra forma, seria apenas uma riqueza potencial. Tudo financiado pela viúva, ou seja, pelos brasileiros que pagam imposto para a Petrobras dar dinheiro aos "hermanos" e patrocinar o Framengo. Em contrapartida, a estatal brasileira teria acesso ao gás com preços subsidiados.
Mesmo assim, o contrato incluía a armadilha do "take-or-pay", ou seja: o Brasil tem de pagar pela capacidade máxima de transporte de gás do Gasbol, de 30 milhões de metros cúbicos por dia, embora nunca tenha usado nem 25 milhões de metros cúbicos por dia. Isso é desvantajoso para a Bolívia, que sentava em cima do seu gás desde sempre? Parece piada do Zacarias.
Caveirinha ri. Mas Caveirinha sempre sorri seu sorriso descarnado. Caveirinha é um pândego. Caveirinha ri dos vivos, que continuarão pagando. Morto não paga. Além do mais, em breve, Caveirinha vai virar petróleo, ou gás natural. E vai valer mais do que jamais valeu vivo.

Caveirinha trabalhando